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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Olhos nos Olhos em SP

Automaticamente nas ruas de São Paulo, eu observo as pessoas passando com muita vontade de verdadeiramente olha-las, porque tanto interesse nelas? porque a minha vista já estava cansada da cidade que eu venho. Toda vez que eu saio da minha zona de conforto eu gosto de olhar a verdade delas na rua, na chuva, na correria do dia a dia, e eu pra variar não estava correndo, andava com calma, observando como andam, falam, olham e me olham. E nesse caminhar pelo centro de São Paulo, eu me peguei olhando pras pessoas de uma forma diferente, as vezes até com uma certa audácia. 

Eu ouvi uma amiga paulista comentando que as pessoas na rua não estão vendo umas as outras, elas estão tão ocupadas com seus afazeres que não dão a mínima para você, se está sentada, em pé, lendo, dormindo, ou se tropeçou e pagou o maior mico. Outra coisa que ela comentou também é que os paulistas se não se conhecem, não se falam. E eu no meu primeiro momento que piso no metrô de SP, já comecei a falar com duas senhoras, uma porque eu queria me certificar que estava indo para a estação certa, e outra porque eu estava fugindo de bloco de carnaval, então a senhora me diz que ela também está correndo, enquanto à outra disse que adora um bloquinho. Metades de uma mesma laranja, será?! Só sei que nenhuma das duas eram minhas amigas, mas até se despediram de mim na minha saída. 

Voltando à Avenida Paulista, eu continuei observando as pessoas e no momento que pensei sentir saudades de ver borboletas, eu comecei a ver borboletas de vários tipos, uma moça vestindo uma camiseta com o desenho de borboleta, depois um rapaz com uma borboleta imensa tatuada no pescoço, mais adiante um outro rapaz tinha outra borboleta tatudada na panturrilha, pronto, ganhei meu dia, eu nao vi apenas uma, mas como várias em plena Av. Paulista. Quem diria?!.. 

Continuando e a chuva começou a cair, as pessoas andavam mais devagar, todas impuseram seus guarda-chuvas como as varinhas de condão do Harry Potter, eu e minha amiga desviávamos dos guarda-chuvas alheios como numa maratona, era colocando ao alto e avante, pra direita e esquerda, era um tal de chutar poça sem querer, e água pra todos os lados. 

Ah e sim, de repente eu escuto uma mulher na minha frente gritando: "para de beijaaaaar", ela se referia a um casal se amassando na mureta da avenida, eu comecei a rir e automaticamente soltei "olhaaaa a inveja hein" e continuei a rir, porque eu sou besta mesmo. E ela continuou chateada porque não era ela beijando.. tsc tsc..

Mais adiante passou uma menina olhando de lado, até cruzar o olhar com o meu, olha essa tática eu não conhecia, quase um disfarce zero zero sete de tentativa de flerte e olhar 43, eu mais besta ainda olhei também, afinal não é sempre que estou em SP.. tsc tsc olhar não arranca pedaço, e o flerte além de inocente estava liberado. 

Além de reparar na beleza alheia, não eram apenas rostinhos bonitos com o olhares vagando, eram olhares curiosos, eu parei pra pensar, será que o comentário da minha amiga sobre as pessoas não se olharem ou não se verem, tem a ver com o fato de ela mesma já não olhar com interesse as pessoas pelas quais lhe passam diariamente? será mesmo que ela está enxergando a si mesma?

Eu estava olhando todos por mera curiosidade, afinal mudar de uma cidade para a outra, ativa meu espírito de aventura, de querer conhecer, falar com pessoas, olhar dentro dos portais dos olhos delas, e criar histórias, fantasias, que apenas eu esteja vendo naquele momento de presença. Talvez eu estava vendo o que nem elas estavam vendo, mas o que foi curioso de fato é que elas aparentemente estavam me vendo também, eu não era uma miragem tampouco estava invisível, como me sinto na maioria das vezes em minha cidade, talvez aqui no Rio por falta de curiosidade e exploração do meu local, eu tenha parado de me ver, e ver os demais também, afinal somos todos espelhos. 

A curiosidade passou assim como a da minha amiga, passamos a ver a chuva, as poças, os celulares, e esquecemos dos outros e possivelmente de nós mesmos...

Fica aqui uma reflexão, de voltarmos a nos enxergar, onde podemos melhorar e nos cuidarmos! 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Universo Mental e a Matrix

Esses dias parei pra ler meu diário de um ano atrás, e percebi o quanto eu mudei mas para certas coisas eu continuo cometendo os mesmos erros com personagens diferentes. 

Como no texto anterior sobre a tal 'gangorra emocional', vivendo altos e baixos literalmente, e numa constância. 

Esses dias mesmo eu fiz alguns envios de energia de cura a distancia, o que atualmente eu costumo dizer que é "alinhamento energético", pois de cura não tem nada, a paciente sente um alívio imediato seja lá o que ela esteja sentindo, muitos me relatam melhora no sono, sonhos mais vividos, alívio de dores físicas pelos menos por alguns dias, etc, mas cura eu digo que não tem nada porque se o paciente não fizer a parte dele, não há nada que eu possa fazer seja por falta de conhecimento mais avançado da minha parte ou seja por parte do próprio paciente que precisa criar seus próprios métodos de cura quântica por si só. Afinal todo ser humano tem capacidade de auto cura, basta acreditar. 

E nesse último envio que fiz sem o menor preparo, eu fiz porque a pessoa me relatou estar passando por dores muito intensas, e eu resolvi ajudar como um ser humano empático que sou, enviei, senti muita densidade em alguns chakras em específico, depois de relatado o que senti, o paciente me disse que por duas noites seguidas ele finalmente conseguiu dormir e relaxar muito bem, mas nao sei se foi sincrônico ou 'coincidência' eu cocriei uma gripe seguido de febre. 

Geralmente quando encerro o tratamento, eu estou bem, no começo eu não sabia me proteger muito bem, então acontecia de eu ficar com muito sono ou muito agitada. Desses últimos meses eu nao tenho sentido nada, e estava fluindo tudo bem. Mas dessa vez me derrubou, e fiquei pensando se de fato eu cocriei essa febre para justamente não passar o réveillon com ninguém já que o que eu queria ter feito não foi possível, ou se eu realmente adoeci após o envio do alinhamento energético por falta de proteção energética da minha parte?!

Bom, seja lá o que for, eu fiquei 2 dias doentes, e melhorei da noite pro dia. No terceiro dia estava eu caminhando pela floresta da tijuca debaixo de um sol de 40 graus, apenas com raiva da minha ideia mirabolante de andar na floresta achando que ia estar fresco, quando estava um calor da caçamba, o que só melhorou meus ânimos depois que abracei com vontade uma sumaúma, e voltei para casa até animadinha. Pedi transmutação pra pachamama, xô bad vibes por favor, carrega essa negatividade que nao me pertence. 

E depois disso, uns 3 dias depois eu senti um ataque psíquico muito forte, eu agarrei minha fluorita, uma pedrinha simpática roxa e preta que acalma o terceiro olho, coloquei diretamente lá, fiz todos os escudos de proteção possíveis, chamei todos os guardiões inclusive saint german, chama violeta, e o que mais fosse necessário, chamei meus guardiões para mandar aquela energia maneira, eu só precisava sentir 1% de todo o amor que eles emanam nessa vida com bastante facilidade por sinal. E cara, acredite se quiser! Essa energia chegou na mais pura vibe! Eu to há exatamente dois dias no flow, os sinais se abrem para mim, eu nao paro em nenhum sinal, as pessoas são simpáticas no caminho, abrem portas, caminhos, e tudo o mais, os clientes que tenho recebido são felizes e simpáticos, as coisas fluem com uma naturalidade tamanha, é incrível, e eu geralmente só peço à espiritualidade "vocês podem me mandar pelo menos 1% da energia de amor que vocês possuem? já vai ser um adianto" e é isso, vem exatamente o necessário para fazer os dias andarem com mais facilidade e empatia possível. Até a coragem que geralmente eu tenho certa resistência, aparece. 

Em pensar que o universo é mental, e basta tão pouco para sermos felizes, mas a gente adoooora dificultar tudo e todas as mensagens possíveis que os pobres dos nossos guardiões não param de mandar, a gente consegue inverter tudo, adiar os planos, só porque a gente pensa "ah tá fácil demais, tem alguma coisa errada né?". 

Ontem mesmo eu pensei: que se a gente não fizer nenhuma atrocidade, a gente tá no caminho certo, a única coisa realmente necessária é respirar fundo a todo instante, porque invariavelmente respirando fundo e fazendo as abençoadas perguntas, a gente chega ao longe, não precisa fazer nenhum grande esforço, apenas sair do piloto automático, que confesso dá um trabalhão... a vida parecia "fácil" no piloto, ao mesmo tempo que o que eu aprendi hoje nem se compara com o que eu vivi lá atrás, e o sonho que eu tive sobre fazer parte de um novo mundo, e eu concordei em entrar junto nessa, ah meu amigo, eu tenho boas recordações da matrix, mas to honestamente feliz em sair dela e viver a minha essência e não o que foi manipulado pra mim. Dá trabalho? um pouquinho... tsc tsc.. mas vale a pena.

É cada tapa com luva de pelica que a espiritualidade me dá, que se eu não acordar agora, não acordo 'nunca' mais! E seja feita a vossa vontade. Amém. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Gangorra emocional

 Me sinto como naquele filme que a mulher todo dia que acorda não lembra de nada do que passou nos dias anteriores, e o marido coitado fica toda hora recriando uma nova memória, vivendo um dia literalmente por vez, mesmo que nada esteja sendo retido pela memória da esposa. 

No meu caso, eu tenho um dia hiper iluminado, acreditando na gratidão, fazendo as coisas acontecerem, andando na rua, sinais abrindo, sincronicidades, pessoas simpáticas comigo, me sinto um farol iluminando a rua, hiper magnética em que tudo funciona, deus parece que está abrindo as portas para mim de um jeito incrível. Antes de dormir como de praxe, escrevo meu diário, faço minha leitura, medito e durmo. 

No dia seguinte, parece que esqueci de toda aquela energia do dia anterior, aquela positividade, acreditar que existe uma força maior nos guiando, deixando tudo fluir, parece que a mente cai num looping infinito de cansaço mental, não sei bem se são as redes sociais, ou as pessoas ao redor emanando todo tipo de vibrações, as vezes penso se é bom tocar nas pessoas ou não, para evitar de passar o que quer que seja, mas eu acredito que tudo é vibração, o toque é o último ponto, então não sei dizer se isso realmente faz alguma diferença ou não, para ser honesta.. 

E o dia se torna uma luta, entre tentar "controlar" os pensamentos e não deixar a mente vagar por cavernas desconhecidas, não deixar a mente voltar pra sentimentos de raiva ou frustração para não deixar a vibração cair.. ou não ficar remoendo o passado, e nem precisa ser aquele lá tão distante, pode ser o recente mesmo onde você descobre que alguém que você confiava não é quem você pensava ser.. ou sei lá, mil coisas que podem ter lhe acontecido nos últimos dias.. e que é o suficiente pra te tirar do eixo durante muitas horas do dia.. 

Ontem eu fui para a aula de escultura, onde eu fico o dia inteiro, das 10-21h, pois ontem eu definitivamente bati o recorde, e nem foi por querer, mas eu precisava terminar o processo de uma peça e eu dependia do professor para fazer absolutamente tudo, pois era a minha primeira vez fazendo aquilo, e com isso eu acabei por despejar minha infelicidade, as descobertas sobre algo que eu nem sei se eu queria de fato enxergar... por fim, a coisa se espalhou, e mais uma colega me deu seu ponto de vista, me senti bem pois de certo modo estou amparada nem que seja pelas palavras de dois desconhecidos, que em pouco tempo já ganharam meu coração seja pela sinceridade ou generosidade de compartilharem alguns minutos daquele dia comigo. 

Ao longo do dia, eu notei como a minha mente oscilava, eu comecei o dia dentro dessa frustração enorme, depois eu me lembrei que apesar dos pesares, essa pessoa que eu descobri ter um transtorno de personalidade, fez muitas coisas positivas por mim, seja lá por qual razão ela aparentemente foi 'empática' mesmo eu sabendo hoje que ela não tem de fato empatia, mas Deus escreve certo por linhas tortas, de algum modo ela ainda está no meu caminho para me mostrar sombras minhas que precisam ser trabalhadas, o que não vem ao caso. 

O fato é que eu sai da frustração para a gratidão durante a tarde, não o suficiente ainda para levantar a moral, mas.. melhor do que antes que eu tinha vontade de chorar.. e quanto mais eu mexia na massa, mais eu me lembrava de mil situações que agora faziam sentido. Quando sai da argila pro gesso novamente, a minha mente deu um duplo twist carpado, e eu comecei a me lembrar de uma conversa recente que uma amiga teve com uma pessoa que conheci recentemente e nos envolvemos brevemente, e que por sinal foi dificil esquecer, acho que na verdade foi dificil esquecer o carinho que estávamos começando a ter uma pela outra, embora eu tenha percebido desde o primeiro encontro que não ia muito longe, por diversos fatores, que nao convem escrever aqui.. e lá se foi a minha mente de volta pra frustração de não conseguir manter um relacionamento.. ainda mais com tamanha diferença de idade, que pra mim tem sido complicada essa parte, honestamente.

Já cansada da sofrencia, eu comecei a me sentir muito enjoada de repente, e senti o impulso de pegar um ar lá fora, quando voltei pra dentro da sala, está um aluno incorporado por um espírito, e o meu professor sentado na cadeira recebendo uma cirurgia espiritual, jamais poderia imaginar isso acontecendo dentro de uma sala de artes. Maior plot twist... E o pior é que eu não tinha visto, e achei que estavam brincando quase soltei a maior gargalhada, uma senhorinha me olhou feio, eu fechei o bico na hora e entendi que era uma parada séria mesmo... caraca... como que eu ia adivinhar?! o povo passa o dia inteiro falando nada com nada, e eu dando risada.. do nada uma cirurgia espiritual com um caboclo falando com uma voz diferente e cutucando no meio do peitoral do professor (que inclusive está esperando saber se vai ter ou não que fazer uma cirurgia cardíaca futuramente..).

Resultado, a minha mente voltou para a espiritualidade, meu mal-estar passou, e a minha mente foi parar na escultura de alguém, as pessoas estão esculpindo bustos, uma tarefa muito mais 'fácil' do que a que eu inventei para a minha primeira peça, mas enfim, estava lá eu focada de novo no meu silêncio, ouvindo a música ambiente, dentro da sala, fora do frio, talvez toda a minha depressão era porque lá fora fazia o maior frio, e eu me deixei levar pelo clima que leva à frustração, ao final da noite eu estava feliz em ter conseguido concluir o que me propus, estava feliz pela disponibilidade e paciência do professor, e por eu ter voltado para casa sã e salva. 

Ciclo noturno completado com sucesso. 

No dia seguinte, acordei super bem disposta, resolvi correr na praia, uma conhecida me contou que correndo 3x semana, ela emagreceu muito, eu resolvi passar de 1x para pelo menos 2x. Hoje eu sai no frio com chuvisco, fui pra praia com a sapatilha nova de correr na areia, segunda estreia, comecei a correr focada em me manter acordada.. quando eu definitivamente senti que eu poderia correr além da minha meta, fui até o forte, meu strava deu erro, eu achava que ia correr 4,5, ao final terminei em 6,7km, nao sei como consegui correr tanto e ainda metade disso foi com um vento contra fortíssimo, nunca corri tanto na vida num só dia rsrs.. 

Durante a corrida, eu tinha vontade de gritar, mas aquele grito pra tirar os demos de dentro mesmo, eu estava com muita tensão, a tal da tristeza e frustração voltaram em peso.. eu queria gritar pra ver se aliviava, mas ainda sou uma pessoa envergonhada, fora que eu não queria assustar ninguém rsrs, então eu resolvi correr em plenos pulmões, me senti o pernalonga numa maratona contra o coiote, eu mal podia respirar, mas parece que a minha raiva inteira passou ali.. 

Fui trabalhar, passei a manhã bem animada, brinquei com os turistas. Voltei pra casa, um peso aqui, não sei se é meu, da casa ou da amiga que aqui habita.. lá voltou a tristeza de novo, uma vontade de chorar.. silenciei, coloquei uma musica, peguei meus cristais, sentei, meditei, chorei um bocado.. e depois parece já ter melhorado. O peso saiu.. 

E lá vamos nós, como será o amanha?! 

Os dias parecem uma gangorra emocional.. 

As fotos do instagram nem sabem quantas 'batalhas' eu já superei nessas últimas semanas.. 

Quem vê fotos às vezes não vê detalhes que passam despercebidos..