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sexta-feira, 30 de julho de 2021

Conexão

Quando te vi, eram vários em você

Conversamos bastante, 

Enfim nos encontramos.


Eis que você era coragem e eu ousadia
E num passar de pedaladas
Você era cansaço
E eu esperança


Achamos um riacho
Você se despiu

Eu de tamanha alegria
Só admirava 
Era muito verde
Era muita calma
E o tempo não passava ou eu nem sentia
De fato eu me perguntei,
Que tempo era?

Era tangível? era palpável?

Estávamos parados ali
Eu queria te abraçar 
Mas eu parei junto com o tempo
A contemplar

E no papo
Na agua gelada
Na procura dos bichinhos
Era você que eu buscava

E da curiosidade ficaram só vestígios,
Restos de um novo desafio

Aquele dia ficou na memória
Nos afastamos
Das certezas que eu não tive...

Reconectar ❤️

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Sou dessas...

Eu sou dessas que joga pra fora em forma de poesia.
Eu sinto mais do que realmente falo. 
Eu não me importo com o que pensam de mim. 

Eu sou dessas que falam a verdade. 
Sou dessas que não discutem 
porque preferem guardar energia. 
Sou dessas sarcásticas que nem todos compreendem. 

Eu tenho meu próprio tempo.


Sou dessas minimalistas.
Sou dessas que viajam sozinhas, que fazem amizades com desconhecidos, pego carona com novos amigos, acredito nos outros, se dou sorte continuo no jogo. 

Sou dessas que brincam com o destino, escrevo meus sonhos e guardo nos livros. 
Sou dessas que esquecem nomes e datas. 
Sou dessas que nem froid explica. 
Sou dessas que gostam de escutar histórias, ler biografias, assistir documentários. Não sigo a maioria pra ser sociável. 
Sou dessas que gostam do silêncio, de estar entre poucos, de ver e ouvir os outros. 

Eu sou dessas que às vezes me torno incompreensível ao olhar dos jovens. 
Eu prefiro a ala da geriatria do que da pediatria.

Sou mais folha do que gota. 
Sou áspera e sou ostra. 
Sou invisível aos olhos e sou o véu que perpassa as mentes humanas. 
Sou a consciência inconsciente. 
Sou a mão que apalpa, sou a nuvem que molha, sou a luz que acende, 
sou o mar que aplaude, sou a brisa que assopra, sou a multidão que arrebata, 
sou a loucura em forma de adaga, sou a mão que afaga, sou a estrela que brilha, 
sou a moradia dos sentimentos, as manhãs depois da chuva
Sou faca e também facão. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Nova Era

Pensando num tigre acanhado, 

Calado se entregou ao mundo, 

E diante dele suas forças se esvaíram.

Sentado não fazia sentido. 

Em pé caminhava horas a fio. 


E por um fio esteve brilhante entre a corda bamba e o barbante. 

Lá em cima olhava distante, 

Como se estivesse em uma roda gigante.

O mundo se tornava pequeno, mas ainda assim bastante vibrante. 

E por mais que corações batessem por lá, ainda era forte o sentimento. Constante.  

Uma lágrima caiu do alto , tornando uma grande chuva uivante, 

era o temporal que se formava ao longe. 

Arisco, por vezes finito. 

Como as chamas de um maçarico, tórrido, 

ainda que destruísse a terra, haveria a criação de uma nova era. 


E o tigre segue a pensar que a existência não pensa em desistir, 

formando uma nova identidade.


É de benção que vive o planeta , 

É de paz que vive o homem.