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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Liberte-se

Essa é a questão, que topo é esse ?
Ninguém precisa alcançar um topo para ser feliz, nós criamos nossa própria realidade.
Ninguém precisa preencher algo que não existe.

O consumismo, a ideia de comprar para obter, para mostrar algo que "tem", para preencher um vazio? uma falta ? uma falha interna, um sentimento?.

Estar no topo da cadeia alimentar, da piramide evolutiva que castra, e é repleta de autossatisfação, ego.

Eu posso criar minha verdade hoje, eu idealizo o que eu quero, eu não subestimo sentimentos, desejos, eu sou mais que jóias, carros, memórias, eu sou plena, infinita, sou sabedoria adquirida.

O medo não existe, o medo cria barreiras, impõe limites, regras.. Medo de perder a essência, que medo é esse?. O que se cria não se destrói, o ego sim se auto destrói, se alimenta da busca infinita por prazer, explicações, se identifica somente com o mundo físico, aparente, e o mesmo nunca está satisfeito, pleno. Sempre falta algo, alguém.. um vazio sempre estará lá. Um ciclo ininterrupto.



Silêncio.
Pense sem pensar.
Reflita sem julgar.
Deixe passar tudo o que incomoda.
Não menos vazio. Menos é mais.
Mente plena, é mente sã.
Pare de olhar o horizonte, olhe pra dentro de si, Agora.
Eu sou, eu tudo posso e tudo tenho em mim.
Desperte uma nova realidade. Silêncio.

sábado, 21 de outubro de 2017

Estereótipos falíveis

Cortei o cabelo, as pessoas passaram a olhar para mim com outros olhos..  

Se deixa o cabelo comprido, é evangélica. 
Se raspa é skinhead. 
Se usa moicano, é revoltado. 
Se usa rastafári, é hippie. 
Se pinta colorido, é rebelde.
Se corta curto, é lésbica.

A Sociedade que dá e castra! 

Se expõe uma opinião, é critica.
Se gosta de surf, é maconheira.  
Se usa óculos, é Nerd. 
Se é alienada, é inculta.

Se está no app, está desesperada. 
Se está solteira, é encalhada. 
Se deseja muito algo, é sonhadora. 
Se duvida de algo, é negativa.
Se é calma demais, é passiva. 
Se é ativa demais, é obsessiva. 
Se é trabalhadora, é workaholic. 
Se dá amor, é possessiva. 
Se dá amor de menos, é frigida. 
Se foge do amor, é freira. 
Se viaja muito, é aventureira. 
Se reclama, é rabugenta. 
Se não quer casar, é incompreensiva. 
Se não quer ter filhos, é anormal. 
Se quer adquirir uma nova consciência, é revolucionaria.
Se quer conhecer alguém do mesmo sexo, é curiosa. 
Se toma a frente em diferentes causas, é ativista. 

Se chora, está deprimida. 
Se ri demais, é retardada. 
Se ri de menos, é séria. 
Se gosta de pessoas mais velhas, é interesseira. 
Se gosta de jovens, é papa anjo. 

Se é simpática, é fácil.
Se nao sai de casa, é hermitão. 
Se tem, é rico. 
Se não tem, é pobre.
Se é rico, é esnobe. 
Se é pobre, é miserável.  



Rótulos fiéis à imagem que tudo vê e tudo critica... 

..Mente egoica, inconsciente e repetitiva.
Pensamentos ínfimos, argumentos vagos, identificações ilusórias..


Saia da Bolha, por favor!!!


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Solta como um pássaro

A moça atrás de mim voava pela primeira vez, não era asa delta nem balão, ela estava num avião, pequeno e leve. Quando o avião começou a ganhar velocidade para sair do chão, a menina soltou um gritinho de pânico.. nota-se, era o primeiro vôo da vida dela!. 

Se encantou com as nuvens, com a altura e com o céu tão pertinho. 
Tá até agora grudada na janela como aquela menininha encantada pela bola de sorvete a ser devorada pela primeira vez. 


Os olhos brilhando de surpresa vidrados naquela paisagem quase surreal, entre céu e mar, sonho e devaneio. Quisera ser um pássaro naquele instante e para sempre voar e nunca mais voltar.

Passado o mar, a mesma menina-mulher, abre um largo sorriso e diz mesmo que está amando estar presenciando as nuvens-carneiros, as montanhas recortadas, um rio que passou, as cidades lá em baixo. 


E ela pergunta: 
- Por que o comandante não informa as cidades por onde estamos passando?, a quantos pés estamos?, ...

E a menininha sonha alto, ela quer mais, ela compara o avião ao carro, a turbulência à uma pedra no caminho..

E ela suspira a cada momento de felicidade, diferentemente de tantos que voam todos os dias e que já se esqueceram da surpresa, já nem sentem mais os solavancos, das casinhas em miniaturas, da pseudo maquete da vida real. 

E por fim, o avião pousa.. e a janela já não chama mais atenção. Mas a menina está dentro dela, e a mulher acorda pra realidade com aquele brilho no olhar e aquele sorriso largo de quem foi feliz de verdade por 30 minutos como se fosse um pássaro enfim pela primeira vez.